terça-feira, 24 de maio de 2011

A evolução da Olivia

Nossa, como o tempo passa... parece que foi ontem que viemos da maternidade com a Olivia. Lembro tão bem desse momento. Era meu aniversário de 31 anos, 16 de fevereiro, quarta-feira, chovia muito em São Paulo, ruas alagadas, um trânsito horroroso... Quando chegamos em casa fomos trocá-la e ela chorou muito... ficamos perdidinhos e eu pensando no que me esperava...rs  mas sorte que a Olivia sempre foi tranquilinha.

No começo ela dormiu no moisés, que ficava no meio da nossa cama. A gente mal podia se mexer, pq não tinha espaço. Eu não dormia  nada, ficava o tempo todo olhando pra ela, quase a noite toda acordada, velando seu sono e esperando a hora pra dar mamá. Dormia no máximo umas 2, 3h por noite e ficava super disposta e pronta pra cuidar cada vez mais dela no dia seguinte. Os hormônios do pós parto são uma loucura e o instinto materno vem de uma forma tão forte que damos conta de tudo. 

Nunca me preocupei se teria leite ou não depois que ela nasceu. Amamentava tranquilamente, e me preocupava mesmo era com a pega dela, pra não machucar meu mamilo e poder curtir o momento.
O meu leite desceu de uma forma muito engraçada: senti o peito pesar muito e inchar de uma hora pra outra, aí deitei na cama e de repente começou a esguichar leite pra todos os lados. O Edgar entrou no quarto e meu viu dando risada daquela situação e riu muito também. Dali pra frente sempre tive fartura e há mais de um mês dôo leite pro Hospital Universitário, para bebês prematuros, que estão na UTI. Tiro leite todos os dias pela manhã e o corpo já entende que agora fora as mamadas da Oli tem mais uma outra bebezinha chamada "bomba elétrica" mamando ali.
Falo muito isso: que entrar em trabalho de parto ajuda muito na amamentação, no leite, porque o corpo entende que é a hora do bebê nascer, e que é hora de produzir leite. O que tenho visto muito é a comprovação de que mães que fizeram uma cesária eletiva, aquela que marca a data do nascimento do bebê, ou não esperaram nem completar as 40 semanas de gestação e já fazem a cirurgia para retirar do bebê antes do tempo (baita susto eles devem tomar, tadinhos), têm dificuldade na amamentação. O bebê também deixa de ganhar seus preciosos quilos no final da gravidez, que é o mais importante e depois de nascidos demoram pra ganhar peso, por conta dos problemas com a amamentação e acabam sofrendo por consequência... uma pena.

Com  a evolução da Olivia, cada dia mais, já sinto falta daquela bebezinha  recém nascida... O crescimento dos bebês é impressionante e passa muito rápido. Sempre ouvi falar isso, mas agora tive como comprovar: realmente passa rápido e cada mudança de fase dá uma saudade enorme. 

Hoje me peguei pirando olhando pra ela tentando se sentar, ainda meia tortinha e olhando admirada para seus pés, percebendo naquele exato momento que eles faziam parte de seu corpo. Ela mexia os pezinhos e arregalava os olhos, devia pensar: eles realmente são meus...rs
Ela adora ficar se movimentando pra frente pra se sentar. Ainda não fica muito tempo sozinha sentada, mas já é um marco na sua evolução. Gosta também de ficar em pé e qualquer ajudinha no seu impulso de levantar se alegra toda e tenta ao máximo se equilibrar. Uma coisa fofa!! 

Após os 3 meses os bebês começam a entender sua própria existência, não sendo mais uma extensão da mãe e aí começam as transformações. O bebê começa a olhar tudo ao redor com muita curiosidade.
 Quando saio com a Olivia no sling fico o tempo todo olhando pra ela. Ela fica impressionada com o mundo ao seu redor, com as árvores, com as plantas, com os carros... adora ficar olhando da sua janelinha do útero, como é considerado o sling.
Outra mudança foi na amamentação. Ela suga com muito mais força os mamilos e muitas vezes joga sua cabeça pra trás enquanto está mamando, levando meu peito junto, como se quisesse testar se ele faz parte de seu corpo. Ela começou a entender agora que o peito não faz parte dela, que é uma outra parte fora de seu corpo.
Os barulhos de fora também chamam muito sua atenção e ela percebe cada barulhinho diferente quando vamos ao parque, principalmente quando esta mamando. A distração aumenta.

Uma das características marcantes da Olivia é sua tagarelice. E como essa bebê linda fala! Fala, fala e fala... Adora contar histórias, fazer drama, ás vezes conta com muito sofrimento e ás vezes conta com muito humor, mas sempre falando muito. Não tem vergonha de ninguém. Fala na aula de baby yoga, fala durante a apresentação do grupo de canto, fala com quem ela ainda não conhece... tem dias que está mais quietinha, mas é só dar uma cordinha pra ela que já começa seu "éééé  ãããã mããããã....." e por aí vai.... Meu pai bate altos papos com ela. Minha mãe também já conversou muito e é impressionante a empolgação da Olivia ao falar, ao ouvir sua própria voz. 

Outra característica da Olivia é fazer um mega barulho ao bocejar. Ela fala "aaahhhhh" ao bocejar. Eu morro de rir.
Adora morder sua fraldinha e faz o barulho "nhô nhô nhô" com muita intensidade, como se fosse comer mesmo a fralda, é muito engraçado. 
Ás vezes solta uma gargalhada com barulhinho de gargalhada mesmo e adora abrir a beeem boca pra dizer que está muuuuito feliz.

Já aprendeu para o que serve suas mãozinhas gordinhas, além de quase comê-las. Começou pegando a fraldinha, depois passou a pegar mordedores, brinquedos e sempre leva tudo pra boca. Conhecendo o mundo pela boca....

Coloco ela de vez enquando de bruços e ela fica com e pescocinho erguido e mexendo muito as perninhas tentanto se movimentar, é o maior barato.
Ela não gosta de ficar muito tempo fazendo a mesma coisa, enjoa rapidinho e quer mudar de brincadeira, de posição, de tudo.

Gamou no colinho e agora não tem mais quem a tire dos meus braços, dos braços do papai e do vovô popi - que passou 15 dias em casa com a gente e ajudou ainda mais nesse processo de colinho. Até os 3 meses o bebê precisa só de colo, mas ainda não entende muito bem tudo isso. Depois dos 3 meses os bebês começam a entender a diferença entre o colo do carrinho, do berço, e aí começa a ter suas preferências... 

São muitas transformações e só posso dizer que a Olivia é bem espertinha e vai ser uma loucura quando  começar a falar de verdade, engatinhar e andar.  Ela tem muita energia. Acho que vou enfartar de amores ainda mais ao ver uma bebêzinha que era tão pequeninha, que saiu de dentro de mim, desbravando o mundo a fora.

domingo, 15 de maio de 2011

Um pouco do parto, um pouco de mim e da Olivia

Estou em uma fase muito pensativa... relembrando a gravidez, o parto, me vendo como mãe... são tantas coisas que aconteceram nos últimos meses, tantas transformações que ás vezes quando me dou conta de todas as mudanças fico um pouco perdida e ao mesmo tempo muito feliz.

Quase toda segunda-feira me lembro do dia do nascimento da Olivia. Me pego olhando no relógio pra ver ás horas e lembrar em qual parte do trabalho de parto eu estaria.
Foram 19horas de trabalho de parto. Começou na madrugada de domingo pra segunda ás 4h da manhã e ela nasceu na segunda ás 23h09. Foi um dia intenso. Mesmo com tantas contrações ainda tinha dúvida se seria mesmo o dia do nascimento dela e se aquilo realmente era um trabalho de parto. Foi um dia todo com contrações irregulares de 3 a 8 minutos e só no final da tarde, quando o bicho pegou mesmo, que acreditei que ela estava chegando.

Sempre fui assim, nunca boto fé de verdade nas coisas boas que estão para acontecer, porque sempre acho que não sou merecedora. Loucura da minha cabeça, mas sou assim. Morria de medo de não chegar até o final da gravidez, olha que coisa mais doida. Sei que penso no futuro sempre com um pouco de receio, de incerteza, esperando que as coisas aconteçam de fato. Faço planos, adoro essa parte, mas só realizando que acredito que aquilo é real.

A gravidez deixou muitas saudades... sentir a Olivia dentro de mim, poder curtir ela crescendo, chutando, brincando... como ela foi feliz lá dentro e como eu curti aqui fora! Foi uma gravidez perfeita, um parto dos sonhos e uma bebê dos Deuses!

O dia do parto também deixou saudades... e quando me pergunto sobre a dor juro que não consigo me lembrar muito bem. Na verdade não senti dor, foi um sensação muito diferente, e como eram tantos hormônios envolvidos, a sensação de amor junto, de parir junto... Acho que o único momento que foi um pouco mais difícil foi a ida para a maternidade no carro. Aquele trânsito e eu imóvel... ah, esse foi um momento mais complicado. Isso agora me faz pensar muito em fazer o próximo parto em casa, um parto domiciliar.
Cheguei á maternidade com 9cm de dilatação! Se ficasse em casa ela nasceria até mais rápido, porque querendo ou não é um stress que atrapalha o trabalho de parto - ter que ir para a maternidade.

Lembro bem que quando acabava uma contração, meu corpo relaxava tanto, era uma sensação orgásmica tão forte que me fazia esquecer de tudo. Quando começou a parte do expulsivo tudo mudou muito rápido. As contrações sumiram e veio a vontade de fazer força. Eu gritava muuuuito, uma loucura, e não gritava de dor não. Converso com minhas amigas mães sobre os gritos que todas nós demos durante o parto e realmente elas também falam que não foram de dor e sim de uma vontade imensa de gritar mesmo.

O momento do nascimento da Olivia tinha uma energia ao redor de toda a equipe, de mim, tão boa... tocava uma música meio hare krishna  e ela veio tão bem, tão tranquila... em um momento de paz e de amor. Quando vejo o video me emociono muito e a carinha que ela chegou ao mundo, ás vezes ela faz meia dormindo, me dá uma saudades... A paz que ficou em mim depois do nascimento dela foi impressionante! Penso muito nisso também, naquela sensação que senti.
Não me imagino tomando anestesia para o parto, sério mesmo. Acho que tive tanta certeza do que queria que ela veio ao mundo da forma mais pura possível.

Hoje vejo Olivia com 3 meses, já fazendo força com o tronco para ir pra frente; ficando durinha em pé; mexendo as pernindas e os bracinhos com os olhinhos arregalados muito feliz; dando risadinha e falando muito o seu "eeee éééé ãããã".... "grrrrrrrrrrr"; quando espreguiça abre a boca faz barulhinho; pegando as coisas e colocando na boca, a começar pela fraldinha, que foi a primeira coisa que ela aprendeu a pegar. São tantas coisas e tantas novidades que ficaria o dia todo contando.

Estou adorando andar com ela pelo bairro no sling e é impressionante como as pessoas param para olhar, pra falar, pra tudo. Não sei se pelo sling, por ser "novidade" pra muitos, ou por ela ser tão linda e simpática.

Toda semana encontro com minhas amigas mamães para andar no parque e tomar chá da tarde e isso tem sido a cada semana mais gostoso, até melhor do que os encontros de amamentação e pós parto que fui. Acho muito legal ter amigas mães e poder trocar figurinhas de tudo que acontece. Na baby yoga também tem mães fofas, que sempre converso, e no grupo de canto do Materna em Canto mais mães fofas... O mais engraçado é que todas essas mães tiveram o mesmo parto que o meu, natural humanizado, e muitas com a mesma médica, a Dra. Andrea. É um mundo de mães felizes, realizadas com seu parto e com seus bebês. Sou muito agradecida por ter pessoas tão especiais por perto e poder vivenciar esses momentos tão profundamente.

Queremos outro bebê logo mais e aí estarei ainda mais completa: Com uma barriga, esperando um outro serzinho iluminado para colocar nos braços e com a Olivia do lado de fora comigo! Já pensou?!
Gravidez é uma benção, um presente que nós mulheres ganhamos de Deus e que nem todas as palavras maravilhosas que existem no mundo podem descrever a sensação de poder gerar e parir um filho. Obrigada, mil vezes obrigada por isso!

sábado, 14 de maio de 2011

3 meses de Olivia hoje!

Hoje a Olivia completa 3 meses de vida! Podem imaginar o tamanho da minha felicidade.... 
Entramos na segunda etapa de sua vida, a segunda de muitas que virão....
Parabéns minha filha!!! Te amo um mundo inteiro e mais um pouco!!!

domingo, 8 de maio de 2011

Hoje é Dia das Mães

 Esse dia pra mim sempre foi tremendamente especial. Talvez porque sempre tive uma relação de muito amor com minha mãe e também por sempre ter a certeza de que um dia eu iria comemorar este dia. 

Sempre quis ser mãe, desde de pequena quando brincava com minhas bonecas. Meu sonho sempre foi ter uma menina! Esse sonho carrego comigo desde o nascimento da minha prima Mayara, que cuidei quando ela ainda era uma bebezinha. Era doida por ela! A Mayara hoje está com 20 e poucos anos, é uma menina linda e doce e quando descobri que estava grávida de uma menina lembrei muito da Mayara...

Com 8 semanas de gravidez fiz o teste de sangue para saber o sexo do bebê. Tinha a certeza que era um menino, já conversava com o Pietro e tudo mais. Na verdade, pensava que era um menino e me fazia acreditar nisso exatamente para não me frustar se não fosse a minha tão sonhada menininha... 
Quando saiu o resultado: sexo FEMININO pulei tanto de alegria e não conseguia acreditar! Era minha Olivinha!!! Mais do que presente, um sonho!!

Hoje com ela nos braços só tenho que agradecer! Sou a mãe mais feliz do mundo!! 

Estamos em Paraty, a primeira viagem da Olivia.  Vamos sair para almoçar com minha mãe e depois de volta a SP.

Á todas as mães, um maravilhoso Dia das Mães!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A bebê mais feliz do pedaço

Não existe o vídeo "O Bebê Mais Feliz do Pedaço"? Então, esse bebê é a Olivia, mas sem  usar os segredinhos do pediatra para deixar o bebê mais tranquilinho...rs  Eu costumo falar que ela é a bebê mais feliz do pedaço e ela retribui dando mais uma de suas risadinhas.

São quase 3 meses de Olivia. Quando acontecem coisas boas não notamos o tempo passar e é bem isso mesmo. A semana passa que é uma loucura, mal começa uma segunda-feira e já vem outra. 
Os dias da semana são bem produtivos pra gente, temos atividades quase todos os dias: temos encontro de amamentação, passeios no parque, grupo de coral de mamães da Materna em Canto, baby yoga, fazemos massagem e acupuntura quando dá... saímos pra almoçar com o papai e curtimos muito cada momento juntas.
Final de semana é muito bom também, encontramos com os amigos, almoçamos em lugares bacanas, tomamos sorvete (que a mamãe ama!), batemos papo, batemos perna... Final de semana  também é dia de fazer comprinhas, de passeio no parque, de ficar grudinhas com o papai e de ser ainda mais feliz!
A vida por si só vai fazendo uma rotina pra gente. Não sou metódica, não gosto de colocar horário para as coisas, não sou neurótica e deixo tudo na nossa vida fluir naturalmente.  É bem assim a criação da Olivia. Eu e Edgar somos pais muito tranquilos e extremamente amorosos e Olivia é bem o retrato disso. Os filhos são o retrato dos pais e quando vejo Olivia cada dia mais feliz, sorridente, com um humor que faz a gente ainda mais feliz e babão, me vejo realizada! Procuro transmitir todo amor e confiança à ela e isso faz muita diferença.
Estou lendo o livro "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra" da Laura Gutman e lá fala bem isso, que nossos filhoso são a nossa sombra, a sombra de suas mães. Tudo que fazemos, que somos reflete nas nossas crias.

Estou trabalhando em casa e certo dia resolvi achar que deveria dedicar exclusivamente meu tempo à Olivia, que iria me arrepender de ter que deixá-la por alguns  momentos  esperando para resolver coisas de trabalho. Depois percebi que isso era uma grande bobagem, pq a realidade é essa e preciso trabalhar e temos muito mais tempo livre juntas do que qualquer outra coisa.
Além de passarmos o dia grudadas ela dorme metade da noite em cima do meu peito. Sou uma mãe canguru, e essa posição é a que ela mais gosta. Ajuda nas suas possíveis cólicas, pq é quentinho e seguro (até hj presenciei somente uma crise de cólica dela), ela sente meu calor, o pulsar do meu coração, ajuda em seu desenvolvimento pisicomotor e é praticamente como se ela ainda estivesse dentro da minha barriga. 
Olivia é esperta e me surpreende com suas soluções para as situações de sua vida. Sabe lidar perfeitamente com o fluxo forte do meu leite, arrumou um jeitinho pra dar conta do recado sem se frustar; sabe como demonstrar que quer dormir, que quer mamar, que quer brincar, que quer tagarelar -  nunca vi uma bebê de 2 meses falar tanto...rs   Sabe esperar eu tomar banho, fica sentadinha na cadeirinha me olhando pelo box enquanto eu canto e conto historinhas pra ela e logo depois é a sua vez, a vez da bagunça na banheirinha. Ela já deixou claro que agora prefere mais o banho na banheira do que no chuveiro, pra frustação do papai :(   
Olivia já está medindo 59cm e pesando 6,5kg, com tamanho e peso de um bebê de 4, 5 meses. Roupinhas é uma coisa que não vence mais comprar e morro de pena quando alguma que gosto muito não serve mais, e isso acontece sempre. Esta usando tamanho G e nem completou 3 meses.
Ela já fica de pé e durinha quando seguro seus bracinhos e seu pescoço já está bem firme. Sua pernas são muito fortes, é incrível, e o papai costumar dizer que ela será ciclista como ele quando crescer.

Sei que vivemos bem, passeamos de carro só nós duas sem encanações, ela lá atrás na cadeirinha e eu dirigindo cantando pra ela; me alimento super numa boa, como todas as comidinhas que tenho vontade, sem restrições e nunca tivemos problemas com isso, e acho que a receita disso tudo seja não encanar com  quase nada e deixar a vida fluir naturalmente . O resultado é uma bebê tranquila e de bem com a vida.
Assim como foi o nosso parto, natural, temos uma vida assim também e isso tem funcionado muito bem :)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um amor de Olivia

Olivia é uma bebê risonha, dorminhoca, que adora ficar deitada na barriga da mamãe.
Todas as manhãs dormimos juntas, depois da última mamada, antes de levantar da cama.
Ela ama mamar e brincar durante a mamada com o peito. É uma diversão ficar olhando isso, mas ás vezes doi um pouco e preciso tirar.
Ela tem seu jeitinho de mamar, fazendo um estalinho (e já me informei que é super normal e não prejudica a mamada) e sempre que mama gosta de levantar uma das perninhas
Já tem seu jeitinho de olhar, de sorrir, de gerar ainda mais amor na mamãe e no papai.
Pela madrugada, quando acordamos juntas, aquele sono vai logo embora quando olho pra ela com aquele sorrisinho de canto.
Adora passear, andar de carro, ouvir música. 
Adora dançar no colo e quer sempre um balacinho.
Não pode ver um poazinha de bolinhas que fica doida, hipnotizada! Isso porque a decoração de seu quartinho é em poá rosa com bolinhas brancas e marrons. Parece que adivinhei que ela ia curtir.
No começo, não gostava que trocasse sua fralda, chorava muito, agora já gosta de ficar peladinha e dá risadinha quando troca.
Tem dia que está mais carente... quer mais contato, ficar mais pertinho e choraminga querendo mais e mais peito...
Tem dia que está mais tranquilinha, e só quer saber de dormir....
Tem dia que está mais animada, quer conversar, quer brincar, quer pular no colo e dá muita risadinha...
Quando tem muita gente fica quietinha, observando, e gosta de dormir na agitação.
Gosta de olhar para o móbile do berço, que toca musiquinha e de ficar dando risadinha para o papai.
Gosta de curtir o "vibration" de sua cadeirinha e o balanço, e tem dias que quer só ficar na cadeirinha.
Faz birra só quando quer mais e mais peito, não pra mamar, mas sim brincar.
Dá risadinhas dormindo e faz uma monte de barulhinhos fofos.
É uma ogrinha quando o negócio é sujar uma fralda ou dar arrotinhos, ou melhor, arrotões, depois da mamada.
Adora sentir o cheiro da mamãe para se acalmar.
Adora dar passeio pela casa no colo do papai.
Não nos deixa perceber quando tem cólica, porque sempre pede peito para acalmar seus batimentos cardíacos, que normalmente ficam mais acelerados quando tem dorzinha. 
Dia desses a mamãe presenciou a primeira cólica e não soube o que fazer, ficou com o coração partido.
Ainda não se decidiu se gosta mais de tomar banho de chuveiro com os papais ou na banheirinha e a mamãe já aprendeu a dar banho nela sozinha.
Quando precisa, espera na cadeirinha a mamãe tomar banho e fica quietinha, porque adora o barulho do chuveiro.
Ás vezes se esquece e desaprende a se deitar de costas e acha que vai cair e abre o berreiro.
Antes de acordar faz mil puns e vai se espreguiçando e fazendo barulhinhos, pigarrinhos, até dispertar.
Quando bate a fome o mamá tem que ser na hora, se não chora sentida.
Faz biquinho quando fica sentida.
Adora passear de carrinho.
Esta se acostumando cada vez mais com o bebê conforto e com o bercinho.
Sempre fica comportadinha no banco de trás do carro sozinha quando sai com a mamãe, só uma vez que chorou e a mamãe precisou parar o carro e pular correndo atrás pra dar colinho.
Ama um colinho mais que tudo e se pudesse ficaria o dia todo, mas fica só 90% do tempo, pq os outros 10% são para a mamãe e o papai fazerem uma refeição.
Já pesa 6kg e mede 56cm e ainda nem fez 2 meses.
Logo começou a usar roupinhas M e G, e precisou refazer o guarda-roupa.
Reconhece a câmera quando tiramos foto e já faz pose.
Adora as aulas de baby yoga e se diverte.
É uma safaducha, fofucha, linda demais, que encanta, que reina, que tudo!
Simplismente uma explosão de amor, minha amada Olivia!
Para mais fotos dela: http://www.flickr.com/photos/juliabayeux/

domingo, 27 de março de 2011

Ser mãe

Estou bastante atrasada com meus posts, mas pensando todos os dias nas tantas coisas que desejo colocar aqui, para dividir com vocês e ter como recordação para a Olivia.

Cada dia é uma descoberta diferente. Depois de um mês com o papai Eddie de férias e em casa com a gente, estou há 2 semanas somente eu e Olivia. No primeiro dia de trabalho dele eu até chorei, por tristeza e por desespero de ficar sozinha, medo de não dar conta, mas encarei, como faço com tudo nessa vida e está dando certo.
A Eliete,  a nossa ajudante, está cuidando da casa e das nossas refeições 2 vezes na semana e quando eu achar o melhor momento ela virá todos os dias, para me ajudar com Olivia também.

Ser mãe é uma coisa louca! Do amor infinito ao desespero, em alguns momentos...rs
Comecei a descobrir o que é ser mãe mesmo ficando sozinha com ela. Quero passar estes primeiros meses só eu e ela, pra gente se conhecer melhor e fortalecer nosso vínculo.

Pra mim, ser mãe são tantas coisas...
Vou tentar dividir um pouco minhas experiências...
Ser mãe é acordar a cada duas horas pela madrugada, mesmo quando a bebê ainda dorme, preocupada porque ela ainda não acordou pra mamar e ficar esperando...rs e o marido dizendo: aproveita pra dormir, sua doida...rs
É não ter tempo de tomar café e quando ver já é hora do almoço...
É ser presenteada com o xixizinho ou um cocozinho surpresa na troca, que suja o mundo...
É ficar com os seios mais do que inchados quando saio do banho ou pela manhã, e sentir até dor.
É andar com uma vasilha pela casa o dia todo pra despejar o excesso de leite que sai nas conchas e muitas vezes jorra pela casa...
É acabar de colocar uma roupa linda e dois minutos depois ganhar um gorfo ou ficar toda molhada do excesso de leite...
É acabar de tomar banho e ganhar um gorfo...
É ficar "azedinha" de leite...
É esquecer que existe perfume...
É ficar com os bicos dos seios doloridos de tanto dar de mamá...
É deixar a bebê brincar com os bicos dos seios, mesmo doloridos, até ela pegar no sono, pq chupeta está totalmente fora dos planos...
É quase ter um treco quando a bebê gorfa litros de leite e ainda engasga....
É dar o peito toda hora, a todo momento, mesmo sabendo que não cabe mais nada na barriguinha dela e que em breve tudo aquilo vai sair, porque ás vezes nada além do mamá funciona....
É passar horas olhando pro rebento com um sorriso de amor estampado no rosto, não acreditando que saiu da gente, que tudo aquilo foi feito aqui dentro...
É trabalhar com uma mão no computador e com outra carregar a bebê...
É ficar com as costas e pescoço travados e com dores nos braços e nos pulsos de tanto carregar a bebê, trabalhar e dar de mamá em posições horrorosas, porque ás vezes não dá tempo nem de tirar o sutiã direito, ainda mais sentar em uma posição confortável....
É ganhar vários sorrisinhos maravilhosos e ganhar o dia!
É chorar ao ver comercial com bebês ou qualquer coisa que envolva crianças...
É perceber o tamanho crescimento da bebê só com meu leite e ficar mais do que realizada...
É proteger, é amar incondicionalmente, é não conseguir mais pensar na gente da mesma forma...
É não ter tempo pra fazer as unhas e de cortar o cabelo...
É poder sair com os amigos e com a bebê e ter uma coisinha mais que especial pra dividir com eles...
É ser feliz por qualquer motivo...
É gostar de trocar fralda e se divertir com a coisa mais boba do mundo.
É ficar boba...
É ter o melhor humor do mundo e esquecer o stress...
É não deixar que nada mude isso...
É pensar que dormir não é uma prioridade e sim uma perda de tempo...
É contar as horas do dia pelas mamadas, quando elas espaçam...
É tirar foto de cada olharzinho diferente...
É cantar e conversar com ela o dia todo...
É tomar banho de chuveiro com ela e se divertir horrores, quando o papai não pode dar.
É passar o dia com ela no colo, dando todo carinho, querendo que ela guarde somente boas lembranças de seu início de vida, que será tão importante para seu crescimento....
São tantas coisas que poderia ficar o dia todo escrevendo... mas, o mais legal de ser mãe é simplesmente    Ser,     Mãe.
Queria dividir com as mamães um site muito legal http://www.coisasdebebe.com.br/bebe/index.php
Estão também no twitter www.twitter.com/coisasdebebe
Fui sorteada e ganhei o livro do bebê deles, para escrever e guardar todas as lembranças da Olivia, até os primeiros anos de vida! Simplesmente adorei!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Os primeiros dias de Olivia

Hoje a Olivia faz 3 semanas e 3 dias de vida, de delicadeza, de sorrisos, também de chorinhos quando a gente troca de fralda, e de muito amor, principalmente!
Desde de sua chegada nossa vida mudou e pra muito melhor. Parece que faltava ela na nossa casa, na nossa rotina.
Saímos da Maternidade São Luiz no dia do meu aniversário, dia 16 de Fevereiro, quarta-feira.
Não chegamos a ficar nem 48horas no hospital. Minha mãe havia chegado de Paraty um dia antes e estava com a gente. Passamos o dia esperando o pediatra que nos daria alta, porque a nossa pediatra, a Dra. Sandra, havia passado pela manhã e pedido alguns exames, que só sairiam a tarde.
Recebi muitos recados nas comunidades sociais pelo aniversário, pelo nascimento da Olivia e isso me deixou muito feliz.
No final do dia fomos liberados e lá fomos nós para o trânsito de São Paulo, depois de uma tarde de muita chuva e com vários pontos de alagamento na cidade.
Entramos no carro ás 18h, exatamente a mesma hora que fomos para o São Luiz no dia 14, quando a Olivia nasceu. O cd "Vida de Bebê" da Isadora Canto estava no cd-player e quando tocou a música "Reconhecimento" chorei muito de emoção ao olhar para a Olivia. Lembrei da minha gravidez, da barriga, de toda a preparação que tive...
Os hormônios após gravidez deixam a gente muito sensível, bem mais do que eu esperava.
Foi um caos pra chegar em casa, por conta da chuva... Ao chegar, vi a gatinha Ophelia e me deu um aperto no coração... ela perdeu seu trono e tivemos que fechar a porta da sala pra ela não entrar nos quartos... pelo menos no comecinho.
Amamentei a Olivia na cadeira de balanço, no quartinho dela, fizemos a troca da fralda e ela chorou muito, o que assustou um pouco a gente e minha mãe deu o primeiro banho em casa.

Na hora de dormir quem disse que eu conseguia pregar o olho. Os primeiros dias foram assim, eu dava só uns cochilos e já acordava assustada pra ver a Olivia, se ela tava respirando, se tava tudo bem. O interessante é que eu passava os dias super bem, sem sono, o que me impressionou, mas a pediatra disse que isso me faria mal uma hora, quando esses primeiros hormônios maternos que me ajudavam a ficar ligadona fossem embora... e quando isso acontecesse eu estaria exausta e ninguém aguentaria meu mau humor.

A Olivia nas duas primeiras semanas dormiu no moisés, que foi colocado no meio da nossa cama. Mal tínhamos espaço para mexer.
 
Completadas 3 semanas, resolvemos montar o berço móvel do meu lado da cama, que logo mudou de lado, pelo vento quem vem da janela.
Ela está totalmente acostumda no colo e só quer saber disso, mas dorme durante a noite no bercinho. Ela acorda como um reloginho, a cada 2h e meia para mamar a noite e durante o dia ás vezes de hora em hora, ás vezes 2h, 3h.... No comecinho durante a noite ela dormia até 4h seguidas, mas a gordinha tá precisando cada vez mais do leite, pra crescer bastante.

A Olivia tem um caso de amor com a amamentação. Chamamos ela de "boca loca", porque mesmo quando não está com fome ela quer mamar ou brincar com a "teta"...rs ás vezes gorfa feio, pq não cabe todo leite que ela mama.
Quando coloco o seio pra ela mamar ela faz uma respiração rápida e ofegante, abrindo a boca para todos os lados, mas ai resolve não pegar de primeira, dá uma esnobadinha, morde a mão... faz um charme pra pegar... morro rir! Eu tenho muito leite, meu Deus, e graças a Deus também. Morria de medo de ter probelmas com a amamentação, mas tá dando tudo certo. Preciso alugar a bomba de leite e ligar no Hospital Universitário pra doar, pq vejo minhas conchas cheias de leite vazando pela casa toda... o que me deixa até um pouco deprimida, pq mal posso colocar uma blusa que já fica toda cheia de leite. Ouvi muito que as mães ficam "azedinhas" durante o período de amamentação e é bem isso mesmo. São dois sutiãs de amamentação por dia e várias trocas de roupa, por conta da quantidade de leite que sai.

Desde a primeira vez que a Olivia viu o rolo rosa com as bolinhas marrons foi amor a primeira vista. Ela é doida com seu amigo rolo, não pode vê-lo que fica impressionada, olhando.
A Olivia faz uns barulhinhos muito engraçados, tipo pigarrinho. Ela faz isso quando acorda e quer mamar, e fica toda vermelha se contorcendo. Tem gases como gente grande e faz a gente morrer de rir por isso.

Na sexta-feira dia 18.02 minha vó Mariza veio conhecer sua bisneta.
No mesmo dia a tarde fomos no São Luiz fazer o teste do pezinho. Foi a primeira saída dela depois que chegamos em casa. O mesmo atendente sem noção do dia do parto falou que de sexta não realizavam e eu pedi pra falar com a diretoria, pq tinham nos orientado que poderia ser feito qualquer dia. Fizemos o teste do pezinho super avançado e ela foi uma belezinha, dormiu o tempo todo, não deu nem um pouco de trabalho.

A Olivia descobriu a existência de sua mão e começou a chupá-la na primeira consulta com a pediatra, com 5 dias de vida. Agora ,quando ela chora muito durante a troca a mãozinha ajuda bastante, coloco na boquinha pra ela sugar e ela se acalma. Nessa consulta vimos que ela engordou bem, mais do que deveria até. É uma gordinha nata e a pediatra falou que meu leite tem fermento...rs

No primeiro domingo recebemos a visita dos vovós paternos. Na foto, a vovó Lucia.
Quando a Olivia completou uma semana fomos na consulta com a Dra. Andrea no GAMA. Como eu fazia yoga no horário da manhã, falei com minha professora um dia antes e entrei no finalzinho da aula pra conta do meu parto para minhas colegas. Foi uma emoção sem tamanho quando entrei na sala, lembrei da minha barriga, do meu esforço durante as aulas para fazer tudo certinho, e comecei a chorar muito, aí é claro que as gravidinhas também choraram comigo, e ao contar do parto foi quase um pranto...
Depois da consulta fomos almoçar no Sachinha, ali perto do GAMA. O papai Eddie colocou a Olivia no sling e ficou todo, todo com a bebezinha. Sei que sou doida pela maionese do Sachinha, que vem com vinagrete e pãozinho...hummm.... me esbaldei.

O primeiro gorfo homérico foi no colo do vovô popi. Depois de chorar muito e querer mamáá até não caber, o vovô popi pegou a nossa chumbinho no colo para se despedir, pois estava indo embora, e ela liberou umas 3 jatadas muito fortes de leite nele. Eu fiquei mega assustada, pq era muita coisa saindo dela de uma vez, mas depois acabei dando risada.
 A cor dos olhos ficou bem definida, a cor marrom, com 9 dias de vida, no dia 23.02 - quarta-feira. Antes era meio cinza escuro... agora ainda tenho a impressão que tem um fundo meio esverdeado, mas na luz parece bem marrom.
 Com 10 dias fomos no trabalho do Edgar levar uns papéis do plano de saúde dela e o pessoal conheceu a bebezinha. O papai colocou o body do Ramones nela e as meinhas de cogumelo, ficou lindíssima! Depois fomos almoçar no Pizza Hut, que estava completamente vazio, e coloquei a Olivia no meu sling, mas dessa vez me senti um pouco incomodada de sair com ela...
 Com 11 dias o papai Eddie deu o primeiro banho de balde em casa.
 Os cílios e a sobrancelha começaram aparecer com 12 dias, mais ou menos. Sobrancelhas grossas e cílios longos... cada dia mais e mais linda!
 Fomos almoçar no sábado do dia 26.02 na Padaria Real e depois íamos dar uma volta no parque em frente, mas tava um cheiro de fogueira horroroso e desistimos.

O Lorenzo nosso sobrinho, filho da Paty e do Emerson, nasceu nesse dia.

O umbiguinho caiu após 13 dias de seu nascimento. Na verdade ele enroscou no meu sutiã, quando coloquei ela no meu peito e saiu. Fiquei preocupada na hora, mas já estava pra sair mesmo.
Minha mãe veio novamente nos visitar e foi muito gostoso, porque fizemos biscoito de polvilho, sequilhos, bolo de banana... ela ficou bem grudadinha com a Olivia e quando foi embora sentiu muito.
Minha primeira saída de casa sozinha, depois do parto, foi para uma consulta com meu dermatologista. Dei de mamáá e fui correndo. Era bem perto de casa o consultório, mas fiquei apreensiva dela acordar e querer mamar de novo, o que ás vezes acontece. Me senti estranha, uma pessoa "normal" sem a barriga...rs Ninguém parava pra conversar comigo, perguntar de quanto tempo eu estava, de falar que minha barriga era muito bonita... coisas que sempre ouvia durante a gravidez. Na volta passei em uma padaria e foi ainda mais estranho e vazio. Me senti sozinha, sem minha Olivia comigo.

O verãozão foi embora e veio o tempo de garoa e friozinho. Eu amo esse tempo! O Edgar acha que eu deveria morar em Londres, o que foi sempre meu sonho! As roupinhas fresquinhas da Olivia ficaram de lado e eu acho que ela passou a se sentir melhor sem aquele calor intenso.

O carnaval chegou, recebemos a visita de alguns amigos em casa e um dia fomos passear no Pacaembu, para o papai Eddie estrear seu novo skate.
 Amamentar pela madrugada foi mais interessante, porque passava o desfile das escolas de samba na tv...rs
Visitamos o bebê Lorenzo, nosso sobrinho.
 e na quarta de cinzas fizemos mais alguns rolezinhos... fui na minha fisioterapeuta e foi muito bom saber que todo o esforço que fizemos para o parto foi extremamente compensador.

Enfim, essa é nossa vida após parto, o nosso puerpério. A Olivia é uma bebê que veio de um conto de fadas! Eu lia isso na numerologia dela quando estava grávida, e mesmo não acreditanto tanto nisso, agora posso até desconfiar que realmente seja verdade...rs
Te amo, filha, mais que tudo nesse mundo!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Relato de Parto - Nascimento da Olivia

Depois de 11 dias de ter parido minha filhota Olivia fiz meu relato de parto.

Antes, quero mostrar o video que o papai Eddie fez sobre o nascimento dela, que ficou maravilhoso e toda vez qu vejo choro de quase morrer.

 Escolhemos a música da Isadora Canto do Projeto Acalanto ( http://www.projetoacalanto.com.br/ ) e não tinha como ser outra, por tudo que essa música representa pra gente!

Aí vai o video:

Nascimento de Olivia from Edgar Petriccione on Vimeo.

Engravidei da Olivia na Espanha, em Madrid. Fiquei apaixonada pelas azeitonas da cidade, aquelas que servem nos bares como petiscos. Quando descobrimos a gravidez estávamos em Berlim e voltando para São Paulo, ao saber que era uma menina, pensei no nome Olivia, que só depois descobri que vem de oliveira, que no final são azeitonas... e Madrid, azeitonas e Olivia acabou que teve tudo a ver...rs
Tive uma gravidez maravilhosa, até o último minuto! Amei minha barriga, amei estar grávida e só tive motivo para agradecer por todas as sensações incríveis que a gravidez me proporcionou e por toda felicidade que senti.
Trabalhei até 3 dias antes do meu parto. Lembrei da dica do tricô e comecei a fazer um cachecol para a Olivia com meu ponto "minhoquinha", pra liberar espaço na cabeça. Comemorei meu aniversário com antecedência no sábado, em casa, com os amigos, e no domingo saí mais uma vez pra fazer uma caminhada com o Edgar, com intuito de liberar ocitocina e dar uma ajudinha pro trabalho de parto vir logo.
 Quando entrei na 39 semana a ansiedade bateu e eu esperei muito pela primeira contração. Na madrugada de domingo pra segunda, do dia 14/02/2011 ela veio ás 4h da manhã, e eu mal podia acreditar que era verdade. A famosa dor que vai subindo das pernas até as costas...

Eu olhava pela janela e me perguntava: Será esse o dia da Olivia? O amanhecer chegava e me fazia lembrar da música que cantei pra ela durante a gravidez: Todo dia o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia.... Edgar começou a fotografar o nascer do dia e a partir daquele momento sabíamos que tudo ia mudar.
O Edgar começou a contagem das contrações, o tempo que duravam e o intervalo entre elas para saber como as coisas evoluiam. Liguei para meus pais e disse que achava que estava em trabalho de parto e ligamos para a doula Natalia e para a Dra. Andrea. A Dra. Andrea disse que as contrações precisavam chegar a 14 em 1h e elas ainda eram bastante irregulares, 7 em 1h, depois passavam para 12 em 1h... A manhã passou muito rápida e eu ainda tinha receio se eram mesmo contrações ou cólica de dor de barriga, algo assim...

Fiz várias posições que aprendi na aula de yoga com a minha professora Cris Balzano. Fiquei muito de cócoras nas contrações, o que dava a sensação de abrir espaço para a chegada dela. Fiz a respiração rápida pelo nariz durante todas as contrações, o que me ajudou muito e quando a contração vinha eu já estava preparada para recebê-la. Meu corpo e minha cabeça não entendiam somente a contração, precisavam entender também aquela respiração forte e acelerada que vinha junto, oxigenando em excesso meu cérebro e meu corpo. Não era somente o recado de "dor" que era assimilado.
 Comecei a perceber muito meu corpo e permitir ainda mais as sensações. Entrar nas contrações era como estar em uma montanha russa, ou de frente para uma onda muito grande e forte. Sempre ouvi isso e sempre morri de medo de montanha russa e de ondas fortes. Decidi me entregar, não lutar contra e permitir meu corpo responder aquela sensação. A cada intervalo das contrações meu corpo era embebedado por um dose tão grande de endorfina que me fazia esquecer a "dor" que tinha sentido durante elas. Era uma sensação de prazer, de dávida, de amor, de relaxamento. Quando falo "dor" não quero em nenhum momento relacionar com sofrimento, agora ainda mais depois de ter passado por essa experiência. Não considero dor e sim um movimento de abertura, rompimento necessário.

Em uma das conversas com a Natália (doula) pelo telefone, ás 4h da tarde, depois de 12 horas com contrações irregulares, ela me disse para caminhar pela casa e depois entrar no banho. Feito isso, durante o banho a coisa toda engrenou muito rápido. As contrações começaram a vir a cada 2, 3 minutos, duravam um pouco mais de 30 segundos e eram bem mais intensas. Acho que fiquei uns 40 minutos no chuveiro e chegou uma hora que o Edgar desesperou, não conseguia mais anotar as contrações, porque eram muito seguidas e eu pedia muito para ir para o Hospital encontrar com a doula direto lá. Era meu corpo avisando com toda força que a hora estava chegando.
Não sei como o Edgar conseguiu dar conta de tudo, mas colocou tudo no carro e saimos de casa ás 18h. Foi exatamente 1h para chegar ao São Luiz e eu me lembro bem de cada minuto que se passou. Eu naquele carro, imóvel, respirando ainda mais forte... Passamos pela Avenida Brasil completamente parada, sem poder fazer absolutamente nada, e se não fosse a endorfina que meu corpo liberava depois de cada contração, acho teria sido insuportável. Passei a pior fase do trabalho de parto no carro, mas só soube disso depois... Sei que não fui direto para o pré-atendimento, o que normalmente acontece, e enquanto o Edgar estacionava o carro eu passava meus dados para um atendente completamente sem noção na recepção da Maternidade. Quando mediram minha dilatação eu estava com 9cm!!!! Não acreditei e comecei a chorar emocionada. A Natalia não acreditava como eu ainda consegui passar meu CEP pro atendente! Ela falou com a Dra. Andrea na mesma hora pelo telefone sobre meus 9cm e subimos para o quarto.

A suite delivery estava ocupada e fomos para outro quarto. A Natalia preparou a água do chuveiro pra mim e fiquei lá até uma enfermeira avisar que a delivery estava livre. Nessas o Edgar não estava com a gente, ficou na recepção dando entrada na internação e chegou no quarto quase uma hora depois dizendo que havia brigado com muita gente até conseguir chegar até nós, com medo de perder o parto.
 Instalados na delivery, tive que tomar o antibiótico que não me lembro o nome, por conta do streptococo, mesmo depois de ter usado a receita do alho, ele continuou positivo. 
Fizemos o cardiotoco enquanto eu estava sentada na bola fazendo o exercícios para ajudar na descida da bebê, e depois entrei na banheira.
A Ana Cris chegou, falou comigo, me passou uma paz e uma segurança enorme e foi muito bom vê-la ali... me lembrei da primeira vez que fui ao GAMA, ainda perdida na história de parto, e ela me indicou o livro "Parto Normal ou Cesária" e foi ali que as coisas aconteceram... os caminhos foram se abrindo. Esse livro desencadeou vários outros que li durante a gravidez. A busca pela informação aumentou cada dia mais, os encontros no GAMA me ajudaram muito, a yoga, os relatos que li... foi assim minha preparação para o parto natural humanizado e naquele momento eu já estava ali, quase parindo minha filha.

A Dra. Andrea chegou, me examinou e disse que a bebê ainda estava alta. Nessa hora pensei que ia demorar muito pra nascer. Foi estranho quando as contrações mudaram e veio a primeira vontade de fazer força. Eu estava no expulsivo, a fase que no final da gravidez me deixou um tanto preocupada pelo tamanho esperado da bebê. Corri pro vaso sanitário achando que era coco. Algo me movia por dentro, era como se a bebê me pedisse para eu empurrá-la pra fora. A vontade de gritar loucamente veio também e os gritos me ajudavam muito a liberar a pressão que sentia. O Edgar disse depois que nunca ouviu gritos tão fortes e agudos vindos de mim, nem parecia que eram meus. Uma coisa total instintiva.

Fui para a banqueta de cócoras e nessa hora segurava ainda mais forte a mão do Edgar e da Natalia. Logo aconteceu algo que achei incrível: pari a bolsa das águas, intacta! A bolsa não estourou e sim coroou, saiu como se fosse a cabecinha de um bebê. Foi muito bonito esse momento, me senti especial, pois falaram que era muito raro de acontecer.
Edgar disse que fiquei muito serena durante todo o trabalho de parto, fora os gritos loucos, claro...rs disse que eu estava calma, meiga, pedia para segurar a mão de todas elas quando vinha uma contração... Lembro que caia um chuva forte e eu achava que já era madrugada...
Sempre que a Ana Cris me examinava me incentivava muito, dizendo que eu estava indo muito bem, e em uma dessas vezes perguntei a ela quando as mulheres pediam anestesia, porque queria saber se eu chegaria nessa parte, e ela me disse super positiva que eu já havia passado a pior parte. Anestesia não foi necessária em nenhum momento do meu parto e acho que isso foi por conta de todo o preparo e esforço que tive antes. Ter um equipe maravilhosa que me acompanhou também ajudou muito, fora meu marido, que não saiu de perto de mim por nenhum minuto e me deu toda a força que precisava.
 
A Dra. Andrea deu os maiores toques para a evolução do parto. Eram ajustes perfeitos, principalmente o que me ensinou a parir (!!!!!): Eu estava fazendo a força errada, quando vinha a vontade eu apertava a mão do Edgar e jogava a força nos ombros. Acho que a Dra. Andrea percebeu isso quando segurei sua mão e fiz força. Ela me disse pra jogar a força para a barriga e na hora pensei que seria como gritar pra dentro, jogando a pressão lá pra baixo, e como ela dizia - transformar a dor em força. Sei que foi uma loucura, porque foi ali que descobri como parir e tive a verdadeira noção da força que eu tinha para fazer aquilo acontecer.
Quando fiz a primeira força certa senti a bebê descer - foi incrível! 
 
O segundo ajuste foi ir para a cama para sentar na banqueta de cócoras, que seria colocada em cima da cama, mas não deu tempo, fiquei na cama na posição semi-deitada, super tradicional, e quando me mostraram as duas barras na lateral da cama como apoio para segurar na hora de fazer a força me senti uma Hulk (!!!), super poderosa e pronta para parir o mundo! Tive uma segurança tão grande em mim e quando fiz a força naquela posição apareceu o cabelo da Olivia. Colocaram o espelho para eu ver e tudo foi indo bem rápido. Em uma segunda, terceira força, beeem grande, ela foi aparecendo aos poucos, cada vez mais e mais, até nascer por completo. A Olivia deu o ar de sua graça ás 23h09 com 4,230kg e 49cm, depois de 3h de expulsivo, sendo 7h trabalho de parto ativo total, sem contar as 12h que tive antes com contrações irregulares. Senti só um ardor, ardia um pouco, mas dor mesmo não senti. Tive a certeza de que o epi-no doía bem mais. Na hora do parto são tantos hormônios envolvidos que ajudam em todo o processo.
 Ela nasceu fazendo coco, a danadinha! Era tanto bebê, ela tão grande que eu não acreditava que tinha saído de mim. Não chorou no primeiro momento, foi colocado no meu peito e eu senti aquele corpinho mole, ainda quente, que encorpava em mim como se nunca tivesse saído dali. Um cheiro tão bom de recém nascido, que li tanto nos relatos de parto, que ficou com ela durante os primeiros dias de vida. Aquele momento foi perfeito! Eu dizia "Como assim??" Como se não acreditasse no poder da vida! De poder gerar um vida! Foi uma explosão de sentimentos, de adrenalina, de amor, de tudo ao mesmo tempo... Ela chorou um pouco depois e foi tão bom ouvir aquilo e o Edgar logo perguntou para a pediatra se era um choro nota 10! E foi, nota 10! Ele cortou o cordão, curtiu muito o momento, ficamos ali um tempo com a nossa bebê nos braços e foi indescritível!
Olhei para o Edgar e falei: Achei que seria bem mais difícil, e foi tão bom!!!
Passado um pouco, a Dra. Andrea e a Ana Cris me avaliaram e tive só uma pequena laceração de primeiro grau na mucosa que foi tão pequena que não precisou de ponto. O epi-no realmente bombou e teve seu mérito! rs.... E depois a Ana Cris me pediu para fazer uma forcinha e quando vi tinha parido a placenta, assim, bem rápido e fácil! E que placenta! Era enooorme!! Parece que tinha 700g.

A bebê veio pro peito e demorou um pouco para conseguir mamar. Eu muito sem jeito ainda e ela tentando entender o que estava acontecendo, mas quando pegou mamou desesperadamente. Depois de um tempo perdeu a pega e voltou a chorar, igualzinho ela faz agora.

Edgar precisou descer na recepção do hospital para dar entrada novamente na nossa internação, porque não havia sido feita pelo atendente sem noção, e enquanto isso eu e a Dra. Sandra pediatra ficamos com a bebê, que teve seu primeiro banho de balde para acalmar seu chorinho.
 Como disse a Dra. Sandra, imaginar uma bebê do tamanho da Olivia em um útero toda apertadinha, ao sair ter um espaço enorme para se esticar deve ser difícil de entender. Sei que quando Edgar voltou, eu com Olivia nos braços, começamos a cantar a música: Todo dia o sol levanta, e a gente canta o sol de todo dia.... e ela parou de chorar na mesma hora e começou a me olhar tão profundamente que foi emocionante, me identificando, olhando pra cada detalhe do meu rosto e com certeza se lembrando da música que cantava pra ela na barriga, música que escolhemos em uma das aula do Projeto Acalanto.
Me lembrei da Isadora e pensei muito em agradecê-la por proporcionar aquele momento tão maravilhoso. Foi ela também que nos indicou o GAMA e nos ajudou na escolha por um caminho bem mais humano e prazeroso. Depois de uma experiência como essa entendo ainda menos as grávidas que optam por não parir seus filhos, agendando uma cesária e muito menos ainda os médicos que privam suas pacientes por passarem por um momento tão transformador. Eu mesma poderia ter tido um cesária desnecessária muito fácil se não tivesse mudado o caminho das coisas a tempo.

Só tenho motivos para agradecer! Pelo parto natural humanizado perfeito que tive, pela quantidade de leite que tenho e pelo apetite insaciável da Olivia. Pelas noites de sono e pelos dias também tranquilos que temos tido com ela. Pelos 10kg que perdi em uma semana após o parto, depois dos 13kg que ganhei durante toda a gravidez. Pelos sorrisos que recebo da bebê desde o seu segundo dia de vida e por tudo mais!
Obrigada!! Mil vezes obrigada!!!