domingo, 10 de julho de 2011

Alguns dias com meus pais em Paraty

Fomos no último feriado pra Paraty e fiquei a semana toda por lá com a Olivia. No comecinho deu um apertinho no coração, achando que não ia me adaptar a rotina longe de casa, mas foi bem tranquilo e no final fiquei com vontade de ficar mais e chorei na hora de ir embora...

Fiquei na casa do meu pai, que mora ao lado da minha vovó Tatá. Meu pai me ajudou em tudo o que precisei, foi perfeito! Meu pai é O pai, O vovô coruja, O cara. Muito atencioso, prestativo, amoroso, sem palavras pra descrever a dedicação dele com a gente.
Meus pais são separados, mas moram em Paraty. Enquanto estava por lá, minha mãe  lembrou de muitas coisas de quando eu era bebê e me disse que meu pai cuidava muito bem de mim. Ela fazia faculdade a noite e era ele quem ficava comigo.  Ele era um pai nota 10, ela não tinha do que reclamar e ele tinha a maior jeito com bebê, quer dizer, ainda tem muito jeito.
Meu pai dá dicas, sabe brincar de uma maneira muito legal e a Olivia  adora o vovô popi!
 Todos os dias o vovô popi levava a Olivia na beira do rio pra olhar os pássaros e os barquinhos...
Minha vovó Tatá é a vovozinha mais fofa que alguém poderia ter. Uma pessoa que valorizo e amo muito, desde sempre. Quando eu era pequena e morava em Cambuí-MG, íamos passar férias e feriados em Paraty com ela e eu amava! Sempre gostei muito da minha vovozinha.
Agora é a vez da minha mamis... minha mamis é uma gordinha fofa, que tem maior amor comigo e com a Olivia. Também faz tudo por mim e faz uma comidinha maravilhosa... que morro de saudades...
 
Ela me dá o colinho mais gostoso e colo de mãe é muito bom, né?! Quando abraço ela me dá até sono, de tanto conforto... Parece que depois que virei mãe o colo da minha mãe ficou ainda melhor, pq agora a gente precisa mais também...rs. É muito bom ter alguém que cuide da gente, dê atenção, carinho... O marido dá bastante tb, mas de mãe é diferente.
Vida de mãe de bebê é sempre uma loucura, nunca temos tempo pra gente e parar um pouquinho pra relaxar  é muito importante pro nosso equilíbrio, pra depois poder retornar ainda melhor. Eu ainda não consigo ficar muito tempo longe da Olivia, nem posso, no máximo 1h, que é o tempo da minha massagem. A Olivia é um grude comigo, vive penduradinha em mim.
Esses dias com meus pais acabou sendo um resgate da minha infância. Ouvi histórias que ainda não conhecia, relembrei outras, soube de coisas sobre eles que ainda não sabia... Foi muito importante e ganhei um olhar diferente  como mãe.  Ser uma boa mãe depende diretamente da criação que tivemos. Eu tive uma ótima mãe, um ótimo pai, e foram referências cruciais pra me tornar o que sou hoje.  Cuido sozinha da minha Olivia, nunca tive ajuda de ninguém, só do Edgar quando ele está em casa depois do trabalho e nos finais de semana, mas quem cuida mesmo dela sou eu. Faço tudo e acho bem tranquila essa rotina de mamãe-bebê. Já temos o esquema para todas as situações, a do nosso banho, da hora da soneca, da troca, do cocô bomba, do gorfo que parece mais um banho, de tudo isso e da hora de dormir também. É tão bom tudo isso, e vejo que a gente curte muito esses momentos juntas . Olivia é bem tranquila, não é chorona, aceita bem tudo, só não gosta muito de ficar sozinha e de ficar muito tempo longe do calorzinho do colo da mamãe, mas isso é absolutamente aceitável e gostoso.
Ficar perto dos meus pais e ser filha por alguns dias me fez ser uma mãe ainda melhor, se é que isso é ainda possível...rs
Almocei quase todos os dias com minha mãe e depois ficava com ela no seu trabalho. A Olivia fazia maior sucesso com o pessoal de lá e minha mãe ficava com maior orgulho.

Tomei muito sorvete com meu pai no centro histórico - aquela pasta italiana cremosa, maravilhosa!
Andamos de manhã pelo calçadão na beira do rio, que dava na praia, e depois até quiosque do Dito e Feito pra comer o bolinho de aipim com camarão, que é um espetáculo!
Fez muito frio por lá, a Olivia ficou um pouco congestionada, mas ficou bem. Fazia inalação com soro todos os dias depois que ela dormia, mas isso não foi nada, ela se divertiu,  deu muita risadinha e foi importante também pra ela, ainda mais nessa fase em que os bebês começam a estranhar as pessoas. Ela convivendo só comigo em casa não ajudaria em nada e ela vendo pessoas o tempo todo foi bom nesse processo e fez dela uma bebêzinha ainda mais simpática, risonha e feliz! Se bem que mais do que ela já é também é quase impossível! rs...
Saímos para jantar no meu restautante preferido, no lugar mais bonito da cidade, na minha opinião - O restaurante Refúgio, que fica perto do cais. A comida de lá é deliciosa e o restaurante muito bonito.
E fomos a Trindade.
Só sei que foi muito bom viver tudo isso, nossa, alimentou minha alma!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quase 5 meses e muitas mudanças

Olivia está com quase 5 meses e posso dizer que desde o terceiro mês muita coisa mudou.

Aquela bebezinha com olhar vago pelo infinito se transformou em uma bebezona com olhar fixo, com suas preferências e suas próprias brincadeiras e manhas.

Olivia faz a brincadeira de colocar a língua pra fora fazendo barulhinho e soltando mil bolinhas de cuspis desde terceiro mês lindamente, e agora está inovando a cada dia a tal brincadeira. Faz barulhos diferentes, jeitos diferentes e é só ela ver uma língua que se lembra da sua e logo começa a brincadeira.

O banho se transformou em uma farra, e hoje é água pra todos os lados. Ela se mexe tanto e enquanto não vê a água sair da banheira não sossega. Dá altas risadinhas de felicidade e se diverte. Meu pai viu isso muito bem nos dias em que ficamos na casa dele semana passada, a casa toda molhada e minha mãe também sentiu muita diferença ao dar banho nela. Olivia não é mais aquela bebezinha que ficava quase imóvel na banheira só curtindo a água quentinha... Ela sempre espera pela música do banho e assim que começo a cantar ela olha pra mim e dá aquela risadinha, como se fala-se: era só isso que estava faltando....rs  "Já tá na hora do banho, veja que água gostosa..." música da Isadora Canto do cd Vida de Bebê.

Ela já se joga com força pra frente pra se sentar e  se joga pra trás também da mesma forma, pra poder ir pra frente de novo. Gosta também de ficar sentada, depois se joga pro lado até se deitar e vira de bruços. Quando consegue finalmente ficar de bruços começa a dar gritinhos abafados colocando a boca na superfície de onde está deitada. Esta quase ficando sozinha sentada, falta bem pouco, e seu pescocinho já está todo firme.

A cabelo da Olivia tem um mullets comprido na parte de trás e depois uma faixa carequinha e em cima muito cabelo. Ficou bem engraçado. Nas laterais, só o lado esquerdo da cabecinha que perdeu cabelo, e pra dormir, coloco cada semana ela de um lado do berço, pra não acostumar só de um lado e também pra equilibrar a queda de cabelo, se começar a cair do outro lado também.

Eu que estou ficando quase carece! Meu Deus, está caindo tanto meus cabelos e justo agora que estou em uma fase de deixar crescer. Dizem que isso passa logo e espero que passe mesmo, pq se não não vai sobrar nem um fiozinho pra contar história.

Fora isso, estou com uma tendinite no braço e mão direita. Não sei se é bem tendinite, mas meu pulso da mão direita e meu polegar está quase sem funcionar. O peso da Olivia, ajuda bem, são mais de 8kg, e trabalhar respondendo e-mail pelo celular também. 
Estou fazendo acupuntura, massagem, tomando medicamentos naturais da Weleda e da Sirimim. As dores nas costas também vêm de vez em quando. Dar de mamÁ ás vezes em posições não muito favoráveis e trabalhar com o note na cama me deixa completamente travada alguns dias. Coisas de mãe... isso vem com o pacote, como algumas noites sem dormir, pq a bebezinha está congestionada e com sono leve... Tudo faz parte de uma vida de muito amor e comprometimento. Um comprometimendo tão grande que me faz perder o sono quando penso que terei que voltar a ativa, deixando ela em casa alguns dias para ir ao trabalho. Ai meu coração... já sofro muito por isso, mas até lá estarei mais preparada.

Olivia acordou, preciso ir. Volto ainda essa semana pra contar como foram meus 10 dias na casa dos meus pais com a Olivia em Paraty!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Como foi o terceiro mês da Olivia

Amanhã a Olivia fará 4 meses! Mais um mês e achei que foi voando.
Minha bebezinha está cada dia mais independente. Já querendo pular do colo pra ficar de bruço; se jogando pro lado quando está sentadinha; tentando se levantar quando está deitada...

Foi exatamente nessa época em que ela foi concebida. Estávamos viajando pela Europa pela segunda vez, e logo na primeira tentativa, pumba(!), ela veio. Pelas nossas contas, foi na Espanha, em Madri. Engraçado que me lembro bem de uma noite em que passei quase em claro pensando em muita luz, nos meus amigos espirituais, sentia muito eles por perto, e em algo de muito bom que estava para acontecer, e era a Olivia chegando em nossas vidas.
Nossa viagem começou pela Espanha - Madri, Toledo, Barcelona - depois fomos Grécia - Atenas, Santorini (quando comecei a sentir muitas mudanças no meu corpo), Mikonos, depois Alemanha - Belim (onde descobrimos a gravidez).  O mais engraçado disso tudo foi que dia 14 de Junho a Olivia faz 4 meses e no mesmo dia, há um ano atrás, descobrimos que eu estava grávida! Foi em uma segunda-feira também, mesmo dia da semana em que ela nasceu!
Fiz o teste de farmácia e quando saiu o resultado estava escrito em alemão...rs Entramos no google tradutor pra saber e o teste indicava que eu estava grávida de 2 semanas! 
No domingo, um dia antes de saber sobre a gravidez, andamos o dia todo pela cidade de Berlim. Fomos no Squat Tachelles, Maur Park - com pessoas vendendo de tudo e um show de videokê a céu aberto para uma platéia imensa, muito divertido! No final do dia teve jogo do Brasil e Alemanha, era Copa do Mundo, e eu já estava muito cansada. Resolvemos depois do jogo ir pro hotel descansar, porque a noite tinha uma baladinha que eu queria muito ir, mas acabou que deitei um pouco e só acordei no dia seguinte, e no dia seguinte eu estava GRÁVIDA!
Quando a Olivia nasceu eu estava de 39 semanas e 2 dias de gestação, e todos esses números somados dão 14! Se eu soubesse de todas essas contas antes, de tantos números 14, do dia da semana, daria para saber o dia em que ela nasceria.
Depois da cidade de Berlim fomos pra Praga, e apesar de feliz com a gravidez eu já estava exausta de tanto viajar, queria  muito voltar pra casa, cuidar de mim, da  minha gravidez, poder contar para meus pais...

Há 10 dias a Olivia está dormindo sozinha em seu quartinho, em seu bercinho. Foi no dia 3 de Junho, uma sexta-feira, que decidimos colocá-la em seu quartinho. Fazemos sempre um ritual: deitamos ela quase dormindo em seu berço e fazemos uma oração só com uma velinha acesa, agradecendo e pedindo proteção.
Nossa decisão em colocá-la no quartinho aconteceu depois de irmos em um pediatra (o melhor que conhecemos até agora) e isso passou a fazer sentido pra gente. Colocá-la em seu mundinho, em seu espaço. Eu não imaginava que ela dormiria em seu quartinho tão cedo. Era cômodo e gostoso tê-la ao meu lado no bercinho móvel. Ás vezes dormia segurando sua mãozinha e qualquer barulhinho durante a noite eu acordava.
Ela dorme quase a noite toda.  Esses dias de muito frio tem dormido ás 6 da tarde, acordando ás 11 da noite pra mamar, depois ás 4 e ás 8h. Um reloginho. Na última mamada, ela já pumba (!), pula pra nossa cama e dorme do ladinho da mamãe.

Por falar em pediatra, passamos em 5 até agora. Todos muitos bons. A Olivia nunca teve nada, eu que me propus a conhecer vários para uma melhor escolha.

A primeira pediatra da Olivia, quem fez a sala de parto, foi amor a primeira vista e foi quem nos acompanhou até agora. Gostamos muito dela, mas quero um pediatra antroposófico e ela é alopata. Conheci a antroposofia com a minha obstetra, gostei muito e achei interessante seguir a mesma linha com a Olivia.
Nossa busca começou no primeiro resfriado dela. Ela ficou toda cheia de catarro no nariz, tadinha, e acabamos indo em um homeopata na rua de casa. Achei bem bacana, falamos sobre a postura do bebê, como pegar, como ele deve dormir e etc... aí depois fui em um antroposófico muito fofo, depois em outro antroposófico mais doidão (ambos indicados pela minha obstetra), e  finalmente, o último antroposófico - que foi por indicação de duas mamis muito especiais - foi qual nós escolhemos.

Agora com 4 meses começou a dar aquele friozinho na barriga de mãe... o medo de ter que voltar ao trabalho daqui há 2 meses,  depois de completar 6 meses de amamentação no peito exclusiva e por livre demanda... de ter que deixá-la em casa com outra pesssoa, mesmo que por meio período... daqui a 2 meses começar a introdução de alimentos... ai, meu coração de mãe já sofre por antecedência, mas vou dar conta de tudo!

A foto abaixo foi da comemoração do aniversário de 3 meses e ao fundo o furgão musical  que o papai Eddie deu de presente.
 Amanhã vai ter mais bolinho e mais presente. Todo mês cantamos parabéns, compramos presente e comemoramos.

O terceiro mês foi muito gostoso. Vou contar um pouco como foi:

O vovô popi esteve com a gente por quase 15 dias. Curtimos muito! Saimos pra passear, andar pelo bairro, ir em cafés, fomos ao parque. 
 Fez carinha de fofinha.
 Apresentamos pela primeira vez com o grupo de canto Materna em Canto no Festival Natura Nós.

 Foi pela primeira vez na casa de campo dos vovós paternos.
  Brincou com seus ursinhos e seus brinquedos.

Fez carinha de ursinha.
 Apresentamos mais duas vezes com o grupo Materna em Canto: na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos e no Ibirapuera no Mamaço Nacional.
 Adorou usar seu conjuntinho Adidas.
 Amou a cadeirinha Bumbo!
 Fez curso de Shantala.
 Tomou banho de balde.
 Almoçou em um bistrô pela primeira vez no Dia dos Namorados com os papis.
E quase comeu uma flor.
 
... um pouco do terceiro mês da Oli.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A evolução da Olivia

Nossa, como o tempo passa... parece que foi ontem que viemos da maternidade com a Olivia. Lembro tão bem desse momento. Era meu aniversário de 31 anos, 16 de fevereiro, quarta-feira, chovia muito em São Paulo, ruas alagadas, um trânsito horroroso... Quando chegamos em casa fomos trocá-la e ela chorou muito... ficamos perdidinhos e eu pensando no que me esperava...rs  mas sorte que a Olivia sempre foi tranquilinha.

No começo ela dormiu no moisés, que ficava no meio da nossa cama. A gente mal podia se mexer, pq não tinha espaço. Eu não dormia  nada, ficava o tempo todo olhando pra ela, quase a noite toda acordada, velando seu sono e esperando a hora pra dar mamá. Dormia no máximo umas 2, 3h por noite e ficava super disposta e pronta pra cuidar cada vez mais dela no dia seguinte. Os hormônios do pós parto são uma loucura e o instinto materno vem de uma forma tão forte que damos conta de tudo. 

Nunca me preocupei se teria leite ou não depois que ela nasceu. Amamentava tranquilamente, e me preocupava mesmo era com a pega dela, pra não machucar meu mamilo e poder curtir o momento.
O meu leite desceu de uma forma muito engraçada: senti o peito pesar muito e inchar de uma hora pra outra, aí deitei na cama e de repente começou a esguichar leite pra todos os lados. O Edgar entrou no quarto e meu viu dando risada daquela situação e riu muito também. Dali pra frente sempre tive fartura e há mais de um mês dôo leite pro Hospital Universitário, para bebês prematuros, que estão na UTI. Tiro leite todos os dias pela manhã e o corpo já entende que agora fora as mamadas da Oli tem mais uma outra bebezinha chamada "bomba elétrica" mamando ali.
Falo muito isso: que entrar em trabalho de parto ajuda muito na amamentação, no leite, porque o corpo entende que é a hora do bebê nascer, e que é hora de produzir leite. O que tenho visto muito é a comprovação de que mães que fizeram uma cesária eletiva, aquela que marca a data do nascimento do bebê, ou não esperaram nem completar as 40 semanas de gestação e já fazem a cirurgia para retirar do bebê antes do tempo (baita susto eles devem tomar, tadinhos), têm dificuldade na amamentação. O bebê também deixa de ganhar seus preciosos quilos no final da gravidez, que é o mais importante e depois de nascidos demoram pra ganhar peso, por conta dos problemas com a amamentação e acabam sofrendo por consequência... uma pena.

Com  a evolução da Olivia, cada dia mais, já sinto falta daquela bebezinha  recém nascida... O crescimento dos bebês é impressionante e passa muito rápido. Sempre ouvi falar isso, mas agora tive como comprovar: realmente passa rápido e cada mudança de fase dá uma saudade enorme. 

Hoje me peguei pirando olhando pra ela tentando se sentar, ainda meia tortinha e olhando admirada para seus pés, percebendo naquele exato momento que eles faziam parte de seu corpo. Ela mexia os pezinhos e arregalava os olhos, devia pensar: eles realmente são meus...rs
Ela adora ficar se movimentando pra frente pra se sentar. Ainda não fica muito tempo sozinha sentada, mas já é um marco na sua evolução. Gosta também de ficar em pé e qualquer ajudinha no seu impulso de levantar se alegra toda e tenta ao máximo se equilibrar. Uma coisa fofa!! 

Após os 3 meses os bebês começam a entender sua própria existência, não sendo mais uma extensão da mãe e aí começam as transformações. O bebê começa a olhar tudo ao redor com muita curiosidade.
 Quando saio com a Olivia no sling fico o tempo todo olhando pra ela. Ela fica impressionada com o mundo ao seu redor, com as árvores, com as plantas, com os carros... adora ficar olhando da sua janelinha do útero, como é considerado o sling.
Outra mudança foi na amamentação. Ela suga com muito mais força os mamilos e muitas vezes joga sua cabeça pra trás enquanto está mamando, levando meu peito junto, como se quisesse testar se ele faz parte de seu corpo. Ela começou a entender agora que o peito não faz parte dela, que é uma outra parte fora de seu corpo.
Os barulhos de fora também chamam muito sua atenção e ela percebe cada barulhinho diferente quando vamos ao parque, principalmente quando esta mamando. A distração aumenta.

Uma das características marcantes da Olivia é sua tagarelice. E como essa bebê linda fala! Fala, fala e fala... Adora contar histórias, fazer drama, ás vezes conta com muito sofrimento e ás vezes conta com muito humor, mas sempre falando muito. Não tem vergonha de ninguém. Fala na aula de baby yoga, fala durante a apresentação do grupo de canto, fala com quem ela ainda não conhece... tem dias que está mais quietinha, mas é só dar uma cordinha pra ela que já começa seu "éééé  ãããã mããããã....." e por aí vai.... Meu pai bate altos papos com ela. Minha mãe também já conversou muito e é impressionante a empolgação da Olivia ao falar, ao ouvir sua própria voz. 

Outra característica da Olivia é fazer um mega barulho ao bocejar. Ela fala "aaahhhhh" ao bocejar. Eu morro de rir.
Adora morder sua fraldinha e faz o barulho "nhô nhô nhô" com muita intensidade, como se fosse comer mesmo a fralda, é muito engraçado. 
Ás vezes solta uma gargalhada com barulhinho de gargalhada mesmo e adora abrir a beeem boca pra dizer que está muuuuito feliz.

Já aprendeu para o que serve suas mãozinhas gordinhas, além de quase comê-las. Começou pegando a fraldinha, depois passou a pegar mordedores, brinquedos e sempre leva tudo pra boca. Conhecendo o mundo pela boca....

Coloco ela de vez enquando de bruços e ela fica com e pescocinho erguido e mexendo muito as perninhas tentanto se movimentar, é o maior barato.
Ela não gosta de ficar muito tempo fazendo a mesma coisa, enjoa rapidinho e quer mudar de brincadeira, de posição, de tudo.

Gamou no colinho e agora não tem mais quem a tire dos meus braços, dos braços do papai e do vovô popi - que passou 15 dias em casa com a gente e ajudou ainda mais nesse processo de colinho. Até os 3 meses o bebê precisa só de colo, mas ainda não entende muito bem tudo isso. Depois dos 3 meses os bebês começam a entender a diferença entre o colo do carrinho, do berço, e aí começa a ter suas preferências... 

São muitas transformações e só posso dizer que a Olivia é bem espertinha e vai ser uma loucura quando  começar a falar de verdade, engatinhar e andar.  Ela tem muita energia. Acho que vou enfartar de amores ainda mais ao ver uma bebêzinha que era tão pequeninha, que saiu de dentro de mim, desbravando o mundo a fora.

domingo, 15 de maio de 2011

Um pouco do parto, um pouco de mim e da Olivia

Estou em uma fase muito pensativa... relembrando a gravidez, o parto, me vendo como mãe... são tantas coisas que aconteceram nos últimos meses, tantas transformações que ás vezes quando me dou conta de todas as mudanças fico um pouco perdida e ao mesmo tempo muito feliz.

Quase toda segunda-feira me lembro do dia do nascimento da Olivia. Me pego olhando no relógio pra ver ás horas e lembrar em qual parte do trabalho de parto eu estaria.
Foram 19horas de trabalho de parto. Começou na madrugada de domingo pra segunda ás 4h da manhã e ela nasceu na segunda ás 23h09. Foi um dia intenso. Mesmo com tantas contrações ainda tinha dúvida se seria mesmo o dia do nascimento dela e se aquilo realmente era um trabalho de parto. Foi um dia todo com contrações irregulares de 3 a 8 minutos e só no final da tarde, quando o bicho pegou mesmo, que acreditei que ela estava chegando.

Sempre fui assim, nunca boto fé de verdade nas coisas boas que estão para acontecer, porque sempre acho que não sou merecedora. Loucura da minha cabeça, mas sou assim. Morria de medo de não chegar até o final da gravidez, olha que coisa mais doida. Sei que penso no futuro sempre com um pouco de receio, de incerteza, esperando que as coisas aconteçam de fato. Faço planos, adoro essa parte, mas só realizando que acredito que aquilo é real.

A gravidez deixou muitas saudades... sentir a Olivia dentro de mim, poder curtir ela crescendo, chutando, brincando... como ela foi feliz lá dentro e como eu curti aqui fora! Foi uma gravidez perfeita, um parto dos sonhos e uma bebê dos Deuses!

O dia do parto também deixou saudades... e quando me pergunto sobre a dor juro que não consigo me lembrar muito bem. Na verdade não senti dor, foi um sensação muito diferente, e como eram tantos hormônios envolvidos, a sensação de amor junto, de parir junto... Acho que o único momento que foi um pouco mais difícil foi a ida para a maternidade no carro. Aquele trânsito e eu imóvel... ah, esse foi um momento mais complicado. Isso agora me faz pensar muito em fazer o próximo parto em casa, um parto domiciliar.
Cheguei á maternidade com 9cm de dilatação! Se ficasse em casa ela nasceria até mais rápido, porque querendo ou não é um stress que atrapalha o trabalho de parto - ter que ir para a maternidade.

Lembro bem que quando acabava uma contração, meu corpo relaxava tanto, era uma sensação orgásmica tão forte que me fazia esquecer de tudo. Quando começou a parte do expulsivo tudo mudou muito rápido. As contrações sumiram e veio a vontade de fazer força. Eu gritava muuuuito, uma loucura, e não gritava de dor não. Converso com minhas amigas mães sobre os gritos que todas nós demos durante o parto e realmente elas também falam que não foram de dor e sim de uma vontade imensa de gritar mesmo.

O momento do nascimento da Olivia tinha uma energia ao redor de toda a equipe, de mim, tão boa... tocava uma música meio hare krishna  e ela veio tão bem, tão tranquila... em um momento de paz e de amor. Quando vejo o video me emociono muito e a carinha que ela chegou ao mundo, ás vezes ela faz meia dormindo, me dá uma saudades... A paz que ficou em mim depois do nascimento dela foi impressionante! Penso muito nisso também, naquela sensação que senti.
Não me imagino tomando anestesia para o parto, sério mesmo. Acho que tive tanta certeza do que queria que ela veio ao mundo da forma mais pura possível.

Hoje vejo Olivia com 3 meses, já fazendo força com o tronco para ir pra frente; ficando durinha em pé; mexendo as pernindas e os bracinhos com os olhinhos arregalados muito feliz; dando risadinha e falando muito o seu "eeee éééé ãããã".... "grrrrrrrrrrr"; quando espreguiça abre a boca faz barulhinho; pegando as coisas e colocando na boca, a começar pela fraldinha, que foi a primeira coisa que ela aprendeu a pegar. São tantas coisas e tantas novidades que ficaria o dia todo contando.

Estou adorando andar com ela pelo bairro no sling e é impressionante como as pessoas param para olhar, pra falar, pra tudo. Não sei se pelo sling, por ser "novidade" pra muitos, ou por ela ser tão linda e simpática.

Toda semana encontro com minhas amigas mamães para andar no parque e tomar chá da tarde e isso tem sido a cada semana mais gostoso, até melhor do que os encontros de amamentação e pós parto que fui. Acho muito legal ter amigas mães e poder trocar figurinhas de tudo que acontece. Na baby yoga também tem mães fofas, que sempre converso, e no grupo de canto do Materna em Canto mais mães fofas... O mais engraçado é que todas essas mães tiveram o mesmo parto que o meu, natural humanizado, e muitas com a mesma médica, a Dra. Andrea. É um mundo de mães felizes, realizadas com seu parto e com seus bebês. Sou muito agradecida por ter pessoas tão especiais por perto e poder vivenciar esses momentos tão profundamente.

Queremos outro bebê logo mais e aí estarei ainda mais completa: Com uma barriga, esperando um outro serzinho iluminado para colocar nos braços e com a Olivia do lado de fora comigo! Já pensou?!
Gravidez é uma benção, um presente que nós mulheres ganhamos de Deus e que nem todas as palavras maravilhosas que existem no mundo podem descrever a sensação de poder gerar e parir um filho. Obrigada, mil vezes obrigada por isso!

sábado, 14 de maio de 2011

3 meses de Olivia hoje!

Hoje a Olivia completa 3 meses de vida! Podem imaginar o tamanho da minha felicidade.... 
Entramos na segunda etapa de sua vida, a segunda de muitas que virão....
Parabéns minha filha!!! Te amo um mundo inteiro e mais um pouco!!!

domingo, 8 de maio de 2011

Hoje é Dia das Mães

 Esse dia pra mim sempre foi tremendamente especial. Talvez porque sempre tive uma relação de muito amor com minha mãe e também por sempre ter a certeza de que um dia eu iria comemorar este dia. 

Sempre quis ser mãe, desde de pequena quando brincava com minhas bonecas. Meu sonho sempre foi ter uma menina! Esse sonho carrego comigo desde o nascimento da minha prima Mayara, que cuidei quando ela ainda era uma bebezinha. Era doida por ela! A Mayara hoje está com 20 e poucos anos, é uma menina linda e doce e quando descobri que estava grávida de uma menina lembrei muito da Mayara...

Com 8 semanas de gravidez fiz o teste de sangue para saber o sexo do bebê. Tinha a certeza que era um menino, já conversava com o Pietro e tudo mais. Na verdade, pensava que era um menino e me fazia acreditar nisso exatamente para não me frustar se não fosse a minha tão sonhada menininha... 
Quando saiu o resultado: sexo FEMININO pulei tanto de alegria e não conseguia acreditar! Era minha Olivinha!!! Mais do que presente, um sonho!!

Hoje com ela nos braços só tenho que agradecer! Sou a mãe mais feliz do mundo!! 

Estamos em Paraty, a primeira viagem da Olivia.  Vamos sair para almoçar com minha mãe e depois de volta a SP.

Á todas as mães, um maravilhoso Dia das Mães!!!