sábado, 27 de agosto de 2011

De volta ao trabalho e introdução alimentar

Tanta vontade de escrever aqui, tanta coisa pra contar... Como sempre, muita coisa pra fazer,  muito trabalho, pouco tempo pra tudo e sempre que sobra um espacinho a primeira coisa que penso é  correr pra cá.
Estou vivendo uma vida muito intensa, de muito amor e dedicação. 

O tempo nunca passou tão rápido. A gravidez parece que durou uma eternidade... foram 9 meses que pareceram 9 anos e foi muito bom. Lembro que no finalzinho sempre vinha aquela frase na cabeça: "ninguém fica grávida uma vida inteira", porque eu já me sentia grávida uma vida inteira... Era tampão saindo toda semana, depois que completei 36 semanas de gravidez, e nada da nossa bebezinha chegar...

A neonatologista da Olivia em uma consulta antes do nascimento dela disse que quando eu me sentisse muito cansada, cheia de estar grávida, era quando ela ia nascer, mas isso não aconteceu. Eu com 39 semanas de gravidez ainda estava com toda energia do mundo! Lembro de voltar da yoga e sair para fazer caminhada com o Edgar pelo bairro todo. A gente andava, andava,  subia morro, descia morro, parava pra tomar sorvete, água de coco, conversava, planejava...
Foi tão bom os últimos dias de gravidez... o Edgar mesmo disse esses dias que nunca me viu tão serena. Até no dia do parto, no meio de todas as contrações, eu fiquei muito calma e tranquila. Durante o trabalho de parto pensava que estava chegando muito perto de viver uma vida nova, completamente diferente de tudo que já tinha vivido e estava chegando cada vez mais perto de um amor incondicional, que transbordaria e me encheria de muita felicidade. E ela veio, com 39 semanas e 2 dias de gestação. Estava tão protinha que parecia até uma bebê de 2 meses!

Quando me lembro do dia do nascimento sempre me emociono. Parece que foi ontem que tudo aconteceu, parece que foi ontem que eu estava em casa com quase 9cm de dilatação, óbvio, sem saber, fazendo as posturas da yoga... Parece que foi ontem que chegamos em casa com ela nos braços no dia do meu aniversário... Quando vejo as fotos mês a mês dela fico impressionada com tanta coisa que já aconteceu.

Comecei a levá-la no trabalho comigo e por enquanto será assim, mas já está chegando a hora de começar a pensar de verdade na nossa separação, mesmo que por pouco tempo.  Até hoje, o máximo que consigo ficar longe da Olivia é por 1h,  é o tempo da massagem que faço todo sábado. Nunca fiquei mais tempo do que isso e quando termina estou com muitas saudades.

Pra gente poder ficar longe, duas coisas devem acontecer: ela aprender a tomar meu leitinho fora do peito e comer frutinha quando eu estiver fora.
A problema é que a Olivia não quer mamar na mamadeira  por nada, e olha que já tentamos com meu leite dentro, com suquinho de laranja lima, com água e nada, ela não quer. E frutinha também não. Já tentei dar a frutinha inteira, em pedaços, com o dedo, com meu leite misturado e nada.
Mesmo ela gostando do sabor da banana, da maçã, do mamão, da laranja lima - que foram as frutas que oferecemos até agora, ela não engole nada. Se engole, sem querer, chora e não quer saber da colher na sua boquinha e fica fazendo não com a cabeça o tempo todo.

Diante de tudo isso,de 15 dias tentando, resolvi esperar mais um pouco para recomeçar em um momento em que ela esteja mais preparada.

Compramos a mamadeira special needs. Essa mamadeira tem um bico especial e pra sair o leite tem que sugar muiiiita força. Por esse motivo muitos pediatras recomendam essa mamadeira, por ela funcionar exatamente como seio materno, fazendo com o que bebê não pare de mamar no seio da mamãe quando é introduzido também á mamadeira. No nosso caso talvez não seja interessante, vendo que meu fluxo de leite é intenso e sai facilmente. Temos também a mamadeira Dr. Brown's, que tentamos ela também não curtiu :(
Querer dar mamadeira pra uma bebezinha aos 6 meses é realmente muito mais difícil, porque eles já entendem muita coisa nesta fase.

Na verdade não gosto nem um pouco de mamadeira e muito menos ainda de chupeta. Eu mamei na mamadeira até os 7 anos e chupei chupeta até ás 4 ou 5 anos. Acho que não foi legal, porque tinha que mentir na escola, me esconder, morria de vergonha. Lembro bem do meu sofrimento quando parei de chupar chupeta e mamar. Foi uma decisão muito difícil, sofri muito com isso.
Não só por isso que não gosto, mas porque acho que nada pode substituir o seio materno e que lugar de bebê, além de ser no colo, é no peito da mãe, e também que nada pode ser resolvido com uma chupeta, como um choro, uma crise, uma birra... acho que o nervosismo de um bebê muitas vezes está relacionado a falta de sintonia entre ele e a mãe, maaaas muitos usam a chupeta para "acalmar" o bebê e o problema de fato não é resolvido. Acho que chupeta atrasa a fala, causa problemas de dicção, prejudica na arcada dentária, causa dependência...enfim... mas também sei que muitas vezes a chupeta pode ser uma aliada, como a mamadeira ainda mais. Todas as questões têm seu lado positivo e negativo, na verdade.

Estava pensando: os bebês que não tomam só leite materno exclusivo são mais fáceis para introduzir alimentos. Ouvi  muitos relatos e a maioria deu mais certo e mais rápido com bebês que não mamavam mais leite materno ou mamavam também outro leite de complemento. Eu e uma amiga concluimos que bebês que mamam só peito ainda não sabem engolir, pois o bico do seio vai quase na garganta. Já os bebês que mamam mamadeira sabem engolir, porque o bico da mamadeira vai na língua e são obrigados a fazer o movimento. Outra coisa é a necessidade maior de nutrientes em bebês que não mamam leite materno  exclusivo. A necessidade acaba sendo maior, vendo que o leite materno é completo e tem tudo que o bebê precisa.

Vamos tentando por aqui, uma hora dá certo, na hora certa dela.

2 comentários:

Mуℓℓєηą disse...

Jamais eu poderia dizer que sei o que você esta sentindo em relação a ter que ensina-la a comer frutinhas, pegar a mamadeira...mas posso imaginar o quanto deve ser difícil ver que ela não quer saber de outra coisa a não ser o petinho da mamãe, mas que ela precisa aprender a comer novas coisas, introduzir alimentos, mamadeiras, que você terá que voltar a trabalhar e ela terá que ficar com outra pessoa... Ah eu não sou mamãe mas já me ponho no lugar de uma, e imagino o quanto deve ser duro esta etapa. Mas como você mesma diz "Cada coisa tem sua hora certa", e a Oli logo logo estará preparada para esta etapa nova da vida dela.
O amor de vocês duas é muito lindo, e posso dizer que foi com você que eu aprendi o quanto é grande um amor de uma mãe para com seu filho... Eu confio plenamente no amor da minha mãe para comigo, mas nem ela mesma me passou o quanto é grande um amor pelo o filho... Porque eu juro que você foi a única pessoa que eu vi que em todos os momentos foram ótimos principalmente na hora do parto.
Julia eu só vi conhecer esse mundo Blogger das mamães com o seu Gerando Olivia. Todos os dias eu entro pra ver se tem alguma novidade sua e da Oli, e fico tão feliz quando vejo um post seu.
Beijos em você e na Olivia.

Sandra Hellen Kautto disse...

Quanta coisa acontecendo por ai! Em relação a introdução de frutinhas, o que posso falar é somente sobre a minha experiência. O Elias aceitou bem as frutinhas, mas NUNCA come bem comigo, sempre procura o peito. Então quem dá as frutinhas e a papinha (agora começou tb) é a vovó ou o papai, do contrário ele não come. Quanto a mamadeira ele até aceitou uma mamadeira do flamengo que tem o bico mais longo, mas depois rejeitou também, então minha mãe usa o copinho quando eu não estou em casa para amamentá-lo.

Espero que logo a Olívia aceite feliz essa nova fase de sabores e texturas!!!

Beijos pra vocês!